Uma vez, lendo “Cem Dias entre Céu e Mar”, do Amyr Klink, comecei a viajar na idéia de ter um mar dentro do meu quarto. Um mar claro, verde e transparente como gelatina de limão. Foi assim que as luminárias nasceram. Pequenas caixas pretas de madeira, em forma de meia-lua, formando um cenário, onde pinto uma paisagem a óleo. O fundo dessa caixa tem um mar, moldado e fundido em resina transparente. Em baixo da água, uma fonte de luz. Tudo como se fosse um pedaço do mundo, tirado de seu lugar e trazido pra dentro de casa.



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